Levantei desorientada, ainda cambaleando me apoiei numa árvore.
Quando eu ja não estava mais tonta, encostei minha mão aonde eu havia esbarrado; era como se fosse vidro, fui percorrendo toda a superfície do vidro com minha mão, não havia saída, era como se fosse um enorme aquário fechado.
Mais uma vez parecia que tudo conspirava para que eu pirasse com meus pensamentos; eu odiava a ideia de estar presa em um canto, não por simplesmente estar presa, mais tinha uma sensação de que algo naquelas vozes me incomodava.... Além de que a sensação de estar presa me causava falta de ar, apesar de estar bem ventilado. A sensação de falta de ar me agoniava, me dava vontade de gritar; gritei, chorei.
Depois de aliviar toda minha raiva, depois de chorar por todas as magoas, gritar por todos os meus pesadelos me senti leve, me senti mais calma.
Olhei ao meu redor, um pouco distante vi uma pessoa correndo e dando voltas, ela parecia estar gritando, porém eu não ouvia nenhum som.
Fui ate onde a barreira me permitia ir... Era ele, ele estava depois da barreira e também parecia estar preso, porém ele não estava sozinho, estava preso junto de uma menina da nossa idade, cabelos pretos e compridos, seus olhos eram vermelhos e ela tinha sede de vingança, por algum motivo parecia que estava ali para se vingar; se vingar de mim.
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