sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Parte 1 - Uma longa história

Era uma tarde normal, numa cidadezinha normal de interior; era sábado,tinha cheiro de grama e chuva...
No meio de um dia tão normal eu era apenas uma menina "normal", nunca me sentia bem ao ser chamada de "normal" achava que aquele termo não era adequado para mim.
Loira, de olhos verdes, de altura mediana, aquela era eu...
De repente tudo ficou confuso, a cidade estava sendo atacada. Bombas eram atiradas, as pessoas estavam gritando no meio da rua, pessoas mortas no chão, crianças perdidas pedindo socorro; e eu... 
Eu aparentava estar calma no meio do caos, não aparentava medo, nem sofrimento, até o momento que vejo uma linda criança chorando sobre o corpo de sua mãe.
Nesse momento parei e lembrei "Minha mãe", agora eu estava desesperada; quem eram aquelas pessoas? por que eu não conseguia reconhecer ninguém? No meio da confusão eu apenas queria encontrar um rosto conhecido, algo familiar; de repente encontro; não um rosto conhecido, porém um rosto que chamou minha atenção no meio da multidão.
A partir desse momento eu não via mais ninguém a não ser aquele rosto, olhos azuis, cabelos lisos e negros... a multidão parecia calada, todos pareciam ter sumido, eu estava encantada, ele virou-se, me viu e tive a leve impressão de que sorriu para mim.
Estava concentrada ali admirando sua beleza, até que alguém me puxa pelo ombro, pensei "vão me matar, fui pega", meu coração palpitou, parecia que seria o meu fim.
Porém ao me virar uma sensação de alivio preencheu o meu peito, era minha mãe! Ela começou a me puxar lembro claramente que ela dizia "Vamos, corra, vamos para um lugar seguro!" eu não queria ir; tentei encontrar aquele lindo rosto novamente porém ele já havia sumido. Depois disso tudo ficou escuro.
Abri os olhos com dificuldade, minha cabeça doía, em frente a mim esta um homem já velho, de cabelos brancos... Era o padre, eu estava na igreja.
Minha mãe contou-me que eu desmaiei e um moço muito bonito havia me me segurado e me levado até a igreja (o único lugar seguro) e quando ela foi agradece-lo ele já havia sumido.
Por algum motivo eu sabia que esse moço era o menino do rosto lindo da multidão, e sabia que eu viria ele novamente.

CONTINUA...

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